Intervenção da Fisioterapia no Linfedema

O linfedema pode ser definido como todo e qualquer acúmulo de líquido, altamente protéico, nos espaços intersticiais, seja ele devido à falhas de transporte, por alterações da carga linfática, por deficiência de transporte ou por falha da proteólise extralinfática.

Pode ocorrer em qualquer área do membro superior ou inferior onde é mais comum. Os sinais e sintomas do linfedema incluem: sensação de peso ou tensão no membro; dor aguda; alteração de sensibilidade; dor nas articulações; aumento da temperatura local com ausência de sinais flogísticos(manchas avermelhadas); extravasamento de líquido linfático (linfocistos); sinal de Steimer positivo (prega cutânea); edema; papilomatoses dermatológicas(protuberâncias da pele tipo verrugas); e alterações cutâneas como eczemas, micoses, queratosis, entre outras.

O linfedema primário: Pode ocorrer no nascimento, na adolescência ou na idade adulta e é devido a uma deficiência do sistema linfático.

O linfedema secundário: pode resultar de uma cirurgia, como é o caso do câncer da mama, remoção de gânglios axilares, tratamentos à base de radiações, quimioterapia e como é óbvio em todos os casos onde houve uma interrupção do sistema linfático.

O linfedema pós-traumático: ocorrem após fraturas, traumas, queimaduras, tatuagens.

O linfedema pós-infecção: São decorrentes da destruição do vaso linfático, pelo processo infeccioso da pele e do tecido celular subcutâneo, as tão freqüentes ERISIPELAS.

O diagnóstico de linfedema pode ser obtido na anamnese e/ou no exame físico, através de critérios subjetivos, questionário, entrevistas, tamanho, peso, atividade funcional e aparência; e critérios objetivos que são baseados na perimetria. Na tonometria, outro método de avaliação do edema, utiliza-se um aparelho que mede o tônus do membro edemaciado, comparando-o ao próprio, em avaliações posteriores ou ao membro contralateral.

No tratamento, a Fisioterapia atual sobre os trajetos dos vasos linfáticos, seguindo suas correntes derivativas, e promovendo a reabsorção e condução do acúmulo de líquido da área edemaciada, para as áreas normais. Utiliza-se manobras específicas descongestivas manuais (Drenagem Linfática Manual) e mecânicas, seguidas de uma técnica de compressão externa, constituída por bandagens.

Os resultados obtidos com este método, são de evolução bem satisfatória, principalmente se for feito o diagnóstico precoce, iniciando-se prontamente a terapia adequada. Confirmando então, que a intervenção da fisioterapia se torna indispensável sob o aspecto reabilitador e preventivo nestes casos de patologia circulatória linfática.

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Dra. Melina Caniçali

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Bem vindos! Meu nome é Melina, sou nascida e criada na Bahia, Brasil, Fisioterapeuta por formação e atualmente resido em Orlando, Florida, Estados Unidos. O blog tem o objetivo de levar conteúdo simples capaz de transformar sua vida. Espero que goste. Deixe sua mensagem! Mel
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